segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Resumo do Livro Pedagogia da Autonomia

. A importância da reflexão
A importância da reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/ Prática sem a qual a teria pode vir virando blá-bla-blá e a prática, ativismo. Pág: 25
. Ensinar não é transferir conhecimento
Ensinar é a ação pela qual um sujeito criador, dá forma, e estilo ou alma a um corpo indeciso e incomodado.  Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção. O formador é o sujeito que forma, e o aluno, o objeto por ele formado. Págs: 24e25
. Não há docência sem discência
As duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina,  ensina alguma coisa a alguém. Pág:25
. Curiosidade ingênua e curiosidade epistemólogica
A curiosidade ingênua, de que resulta indiscutivelmente um certo saber, não importa que metodicamente desrigoroso, é a que caracteriza o senso comum. A curiosidade epistemológia é o pensar certo, em termos críticos, é uma exigência que os momentos do ciclo gnosiológico vão pondo a curiosidade que, tornando-se mais e mais metodicamente rigorosa, transita da ingenuidade para a curiosidade epistemológica. Pág: 31
. Ensino Bancário
O ensino “ bancário” deforma a necessária criatividade do educando e do educador, o educando a ele sujeitado pode, não por causa do conteúdo cujo “conhecimento” lhe foi transferido, mas por causa do processo mesmo de aprender, dar, como se diz na linguagem popular, a volta por cima e superar o autoritarismo e o erro epistemológico do “ bancarismo”. Pág:27
. Momentos do Ciclo gnosiológico
Ensinar, aprender e pesquisar lidam com esses dois momentos do ciclo gnosiológico: o em que ensina e se aprende o conhecimento já existente e o em que se trabalha a produção do conhecimento ainda não existente. A “dodiscência” ( docência + discência) e a pesquisas, indicotomizáveis, são assim as práticas requeridas por esses momentos do ciclo gnosiológico. Pág:30
.Ética e Estética
Estar longe ou, pior fora da ética, entre nós, mulheres e homens, é uma transgressão. É por isso que transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educante . Educar é substantivamente formar. A ética esta sempre ao lado da estética. Págs: 34 e 35
. Consciência da incoclusão
É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico. A tarefa coerente do educador que pensa certo é, exercendo como ser humano a irrecusável prática de inteligir, desaficar o educando com quem se comunica, a quem se comunica a produzir sua compreensão do que vem sendo comunicado. Págs: 36e39
. Condições favoráveis para a realização da tarefa docente
É fundamental que, na prática da formação docente, o aprendiz de educador assuma que o indispensável para pensar certo não é presente dos deuses nem se acha nos guias de professores, mas, pelo contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. Págs: 39 e 40
. Importância da dialogicidade
Como professor não deve poupar oportunidade para testemunhar aos alunos a segurança com que se comporta ao discutir um tema, ao analisar um fato, expor sua posição em face de uma decisão governamental. O sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura com seu gesto a relação dialógica em que se confirma como inquietação e curiosidade. Págs: 132 e 133
. Características de uma aula dinâmica
É preciso que o professor se ache “ repousado“ no saber de que a pedra fundamental é a curiosidade do ser humano. É ela que me faz perguntar, conhecer, atuar, mais perguntas, re-conhecer  Pág:84
.” Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”
Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa, e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar. Aprender procedeu ensinar ou, em outras palavras, ensinar se diluía na experiência realmente fundante de aprender. O processo de aprender, em que historicamente descobrimos que era possível ensinar como tarefa não apenas embutida no aprender, mas perfilada em si, com relação a aprender, é um processo que pode gerar no aprendiz uma curiosidade crescente, que pode torna-lo mais e mais criador. Págs: 25 e 26
. O discurso da globalização
Procura disfarçar que ela vem robustencendo a riqueza de uns poucos e verticalizando a pobreza e a miséria de milhões. Paulo Freire não acredita que as mulheres e os homens do mundo, independentemente até de suas opções políticas, mas sabendo-se e assumindo-se como mulheres e homens, como gente, não aprofundando o que hoje já existe como uma espécie de mal-estar que se generaliza em face da maldade neoliberal. Mal-estar que terminará por consolidar-se numa rebeldia nova em que a palavra crítica, o discurso humanista, o compromisso solidário, a demência veemente da negação do homem e da mulher e o anúncio de mundo genteficado serão armas de incalculável alcance.Pág:125
.Educador democrático
 A autoridade docente democrática precisa encarar em suas relações com a liberdade dos alunos. Paulo Freire diz que não devemos pensar apenas sobre os conteúdos programáticos que vêm sendo expostos ou discutidos pelos professores das diferentes disciplinas, mas ao mesmo tempo, a maneira mais aberta, dialógica, ou mais fechada, autoritária com que este ou aquele professor ensina. Pág:87
.Autonomia
O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. A autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, é processo, é vir a ser. Não ocorre em data marcada. É neste sentido que uma pedagogia da autonomia tem de estar centrada em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, vale dizer, em experiências respeitosas da liberdade. Págs: 58 e 105
.Tarefa pedagógica dos pais
É deixar óbvio aos filhos que sua participação no processo de tomada de decisão deles não é uma intromissão, mas um dever, até, desde que não pretendam assumir a missão de decidir por eles. Pág: 104
. Autoridade democrática
O papel da autoridade democrática não é, transformando a existência humana num “ calendário” escolar “ tradicional”, “ marcar as lições”, de vida para as liberdades, mas, mesmo quando tem um conteúdo progmático a propor, deixar claro, com seu testemunho, que o fundamental no aprendizado do conteúdo é a construção da responsabilidade que se assume. Pág:92

sábado, 8 de outubro de 2011

Escritores da Liberdade

O filme Escritores da Liberdade, fez com que pudesse sentir o real valor de um educador. O filme relata que os alunos possuíam uma grande rivalidade uns com os outros, eram dividos de acordo com sua etnia, acreditavam que tinham que "cuidar dos seus", ou seja defender seu grupo até a morte, com essa rivalidade, brigas eram constantes. Com a chegada da nova professora, houve grandes mudanças no comportamento dos alunos, pois mostrou uma nova visão em relação à realidade que eles viviam, com isso desenvolveu inúmeros trabalhos a fim de que refletissem sobre suas atitudes diante da sociedade e sobre sua vida pessoal. O fato da professora procurar conhecer melhor seus alunos ajudou muito ao formular seus trabalhos com a turma. Em nenhum momento pensou em desistir, mesmo com muitas frustações no ínicio de seu trabalho. As aulas não era somente em sala de aulas, também organizava passeios para expandir o conhecimento de seus alunos e sempre desenvolvendo o crescimento pessoal de cada um. Mesmo com as dificuldades na escola na qual trabalhava em conseguir livros e o dinheiro para os passeios, não empediu que fizesse tudo que havia planejado, procurava sempre soluções para todas as barreiras que encontrava em seu caminho como educadora. Quando a personagem Eva pergunta à professora: " O que você faz aqui dentro que pode mudar a minha vida?". Essa pergunta causa muita reflexão para todos os educadores, porque a nossa tarefa é exatamente trabalhar algo que acrescente e mude a vida do aluno. Como profissional da educação horarei minha profissão de educadora, colocando em prática todos os ensinamentos que irei aprender ao longo do meu curso superior. Os preconceitos eram bastante vividos pelos alunos e professores daquela instituição, pois os alunos se dividiam de acordo com sua etnia e os professores mostravam claramente a preferência por alunos que tinham mais desempenho nos estudos e aqueles que possuiam a cor branca. O filme coloca em questão o fato da escola não fornecer os livros que estão à disposição dos alunos para a leitura, pois acreditavam que os alunos que estudavam naquela instituição não eram merecedores de possuir um livro novo, mas esse fator não desanimou a professora, que foi em busca de novas soluções para esse problema. A palavra que pode resumir o meu sentimento em relação à esse desafio que me é colocado é o amor, só com o amor ao educar é o que irá dar forças para ultrapassar certas barreiras e fazer a diferença por onde eu passar. Existe uma relação entre o filme e a escola brasileira, pois os conflitos apresentados são presentes nas instituições e mostrou também a luta da professora com a educação que também é a luta de muitos educadores brasileiros.

sábado, 3 de setembro de 2011

Filosofia da educação - o que é? 4


No vídeo é colocado a questão de que quando não acreditamos que exista essência humana ou essência na sociedade, podemos sim fazer filosofia da educação mas atuando na parte de justificação. Podemos promover uma pedagogia que atua em alguma atividade, mas não precisa tomar a atividade como essência, mas sim como algo que goste e que queira promover. Então a filosofia aparece para dar cobertura para a atividade desejada, dar justificativa. Mostrando as razões e as vantagens para as pessoas trabalharem com a atividade. Neste caso cada professor, cada aluno, cada pai, vai julgar a Pedagogia e vai da valor positivo ou negativo para esse discurso. O discurso da vantagem deve ser avaliado cotidianamente, avaliando se realmente essa vantagem irá trazer benefícios ou não. 

Filosofia da Educação - o que é? 3


É comentado sobre o que em geral os filósofos também dizem, que a filosofia da educação é fundamentada e justificada. A fundamentadora, trabalha com a noção da essência, procura o primeiro elemento que é essêncial ao homem, a sociedade ou a educação. A essência fundamenta o ato educativo que ela está propondo. O fundamento é para dar as bases para a Pedagogia, para a teoria educativa, e depois o ato educativo. No vídeo nos informa que a filosofia contemporânea tende a não ser fundamentadora e sim justificadora.

Filosofia da Educação- o que é? 2


Nesse vídeo é comentado sobre JJ Rosseau, Ivan Illch e Paulo Freire. São aliados com a finalidade de defenderem a liberdade da educação. JJ Rosseau, fez com que as pessoas estranhassem a educação, defendendo a seguinte tese: de que primeiro temos que aguçar nossa criatividade, para depois ter a capacidade de receber o que vem de fora. Ivan Illich, foi reitor de uma universidade, apareceu para fazer um discurso e disse o seguinde: " Nós temos que viver em uma sociedade sem escolas". Causou muita polêmica e o foco principal era mostrar que as nossas escolas não estão tão boas e que para aprender precisamos inovar, fazer algo diferente. Paulo Freire, coloca a educação nas escolas como educação bancária, onde os alunos somente recebem o conhecimento que os professores depositam. Quer dizer que acredita na educação libertadora e não na educação bancária. Coloca em questão a banalização que fazem da educação, e chama atenção para com que "despertem" sobre essa questão.



Filosofia da Educação- o que é? 1



Esse vídeo nos mostra que muitas vezes as escolas, as atividades dos professores são tomadas como banais, a filosofia da educação tem o papel de mostrar o contrário. Um fator que coloca em questão é a escola como algo livre e não como obrigação mas hoje é difícil imaginar uma sociedade sem escolas. O criador da Mafalda é um exemplo que nos faz pensar no direito da educação. Um dos filósofos da educação que defendem essa tese são: JJ Rosseau, Ivan Illich e Paulo Freire.

sábado, 27 de agosto de 2011

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Mafalda questiona a existência humana e ao mesmo tempo humoriza quando sua mãe responde sua pergunta, pois esses valores como o amor, o direito ao trabalho estão perdidos na sociedade na qual vivemos.